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Parâmetros para o desenvolvimento de websites

Tinha recebido esse texto de um professor e achei legal compartilhar com vocês =D



Internet: uma nova mídia
Autora: Tatiana Silva

Em pouco mais de duas décadas,o homem passou a conviver diariamente com a
internet,tecnologia capaz de conectar pessoas do mundo inteiro em alguns segundos e
disponibilizar informações instantaneamente em rede.Não se pode negar que a Internet trouxe
uma série de benefícios para a vida contemporânea, no entanto, desde os primeiros passos,
seu processo de criação,e inclusão no cotidiano das pessoas,não recebeu a atenção merecida.
A Internet surgiu no período da Guerra Fria como uma forma mais rápida e segura de se
enviar mensagens,distribuir e descentralizar informações estratégicas no meio militar.Apenas
nos anos 80 esta tecnologia começou a ser difundida pelo mundo,ainda assim como uma rede
fechada.Apenas na década seguinte a Internet começou a ser o que é hoje.
No início, por ser uma mídia inédita e não possuir uma linguagem própria definida,assim
como a limitação técnica e a falta de repertório de programadores em design,os conteúdos
disponibilizados em rede não tinham um planejamento voltado à programação visual.Com o
passar dos anos,não apenas o acesso às informações na rede foi se popularizando como
também a possibilidade de produzir algum material e torná-lo público na Internet.No final dos
anos 90, mesmo pessoas completamente leigas em linguagens de programação eram capazes
de criar seus próprios espaços na Internet,nos chamados blogs e fotologs, muitas vezes através
de modelos pré-definidos de páginas (templates) disponibilizados por empresas provedoras de
acesso.Posteriormente surgiriam sites como Flicker(google),You Tube,Wikipedia, nos quais
os usuários podem criar,editar e inserir conteúdos em páginas comunitárias.
Se por um lado ao longo da história da Internet o usuário foi sendo estimulado a produzir um
material e disponibilizá-lo em rede, por outro,ele foi sendo cada vez mais bombardeado por
sites mal projetados.A questão é que cada informação a ser publicada tem características e
necessidades próprias a serem consideradas no momento do projeto,e templates acabam sendo
muito inflexíveis para permitir tais adaptações.
É impossível definir estruturas ou regras a serem seguidas para a criação de páginas na rede.
Mas organizar as informações a serem disponibilizadas é possível. Para isso,é importante
entender a natureza do “meio”,compreender como o ser humano se relaciona com ele e qual
sua importância na sociedade.Refletir sobre o papel da Internet torna mais fácil compreender
a necessidade de projetar cada passo do desenvolvimento de uma página para web.
A Internet como meio de comunicação
A princípio a Internet é um ambiente virtual onde pessoas ou grupos disponibilizam e
publicam informações que podem ser acessadas por outras pessoas ou grupos.Nesse sentido, a
Internet pode ser vista como veículo de comunicação. Como se sabe, em processos de
comunicação, existe uma operação sistêmica, dada pela estrutura básica: emissor, informação
e receptor. Esta sistematização da comunicação permite compreender porque diferentes
“meios” veiculam uma mesma informação de diferentes formas. Segundo o lingüista Roman
Jakobson, a “informação”,na verdade é um conjunto de fatores, a saber:
emissor > referente/ mensagem/ contato/ código > receptor
Cada um desses fatores origina uma função de linguagem, uma estrutura capaz de transmitir
as informações de forma orientada para suas finalidades específicas.Uma página web é
desenvolvida por alguém e será acessada por outro alguém. Trata-se de um processo de
comunicação.No entanto, diferentemente de outras mídias, não é possível definir qual função
de linguagem lhe é característica.Conforme Jakobson, existem seis funções de
linguagem:emotiva, referencial, apelativa(ou conativa),fática, metalingüística e poética.Cada
site criado possui sua finalidade própria e deverá encontrar a melhor forma de apresentar-se.É
por isso que templates engessam a linguagem da página, não permitindo que ela evidencie os
pontos mais pertinentes do conteúdo.
Ninguém precisa ser obrigado a “falar as línguas das máquinas” para conseguir colocar um
site de receitas de milho no ar.É possível criar uma página sem muita sofisticação, mas que
seja adequada para sua própria finalidade.Os pré-requisitos para que uma página assim seja
criada são: um conhecimento mínimo técnico, bom senso, e uma metodologia projetual.
Questões envolvidas no desenvolvimento de Páginas Web
O “erro” pode aparecer em qualquer momento do processo de comunicação: pode ser uma
falha do emissor, uma falha do canal, da mensagem, do código ou do receptor. No caso da
Internet, o emissor é o motivador do conteúdo,ou seja, é a empresa que quer divulgar seu
trabalho, é a menina que quer divulgar suas fotos para os amigos, etc. O receptor é, na
verdade, o usuário, o público-alvo.O webdesigner trabalha na interface que promove a
interação e troca entre emissor e receptor.Ele trabalha no sentido de valorizar e comunicar o
conteúdo ao público-alvo da melhor forma possível.
Propõe-se aqui que uma interface para Internet deve apresentar fatores que,se
ignorados,podem comprometer o processo comunicacional.São eles:1)cognitivos;
2)estruturais; 3)técnicos. Considerar estes três fatores facilita a organização do projeto de
criação de conteúdos para web e auxilia na identificação de erros.
1. fatores cognitivos
2.
Os fatores cognitivos dizem respeito ao conteúdo da mensagem em si.O conteúdo a ser
produzido deve ser projetado para o usuário, o que implica que a forma,a aparência e a
linguagem devem ser adequadas ao público que acessará tal conteúdo.Isto é, os códigos de
linguagem presentes no site devem ser códigos facilmente compreendidos e interpretados pelo
público-alvo. Segundo o consultor de usabilidade Steve Krug 1 , partir do pressuposto que o
público-alvo é formado por médicos cardiologistas,por exemplo,não garante ao designer o
direito de fazer uso exclusivamente de termos médicos específicos.Deve-se levar em conta
que o conteúdo pode ser acessado tanto por profissionais, e pessoas já bem familiarizadas
com a informação,quanto por amadores.Para ele, o princípio pelo qual se deve partir é de que
público-alvo é alguém que interessa-se pelo assunto que o emissor quer veicular.
Todos os elementos que formam o conteúdo devem ser considerados cognitivamente:
desenhos, textos, cores, fontes, etc.Desconsiderar o caráter cognitivo pode fazer com que o
usuário chegue até a informação que procura, mas que o esforço desprendido para
compreender o conteúdo o redirecione a uma página mais “fácil” e esclarecedora.Além do conteúdo escrito, a aparência visual geral do todo tem que comprovar ao usuário que é lá
mesmo onde ele encontrará o que procura. A boa aparência deve ser a conseqüência de uma
série de preocupações, como estrutura e usabilidade que reflitam de forma visual os conceitos
e qualidades do conteúdo. É associar a forma ao conteúdo, segundo a designer Donis A.
Dondis. 2 Na Internet tudo está a um click de distância, e dura mais tempo aberta a página que
melhor conquistar seus usuários. O conteúdo importa muito, mas apenas um bom conteúdo
não é suficiente.
2. Fatores Estruturais
Os fatores estruturais dizem respeito à organização do conteúdo.Uma falha estrutural está ligada a uma falha no
veículo comunicacional, o que, comparativamente, seria guardar um copo de cristal translúcido dentro de uma
cristaleira empoeirada.O conteúdo precisa ser facilmente encontrado, ou seja, deve-se pensar no caminho que o
usuário precisa percorrer até encontrar a informação que busca.Um site não pode ser um labirinto.Além de
confuso, um labirinto provoca certo acanhamento por parte do usuário a continuar explorando-o, afinal, ele pode
não conseguir mais voltar ao ponto de partida.O site tem que convidar o usuário a explorá-lo e, para isso, precisa
passar a certeza de que o usuário conseguirá voltar ao ponto de partida.
Para explorar um site sem “perder-se”, o usuário precisa ter referências sobre as quais basear
seu caminho.Cabe ao webdesigner criar essas referências.Krug descreve uma comparação
entre uma pessoa procurando determinado produto no supermercado e uma pessoa
procurando determinada informação em um site.O fato de o usuário do site não possuir uma
relação física com o ambiente que explora dificulta sua navegação, uma vez que, enquanto no
supermercado,a pessoa desloca-se entre os corredores, tendo a oportunidade de ambientar-se,
ter noção das dimensões do mercado,etc, nos sites, o usuário “clica” em um link e é
“teletransportado” para outro ambiente. Por isso, um site deve apresentar referências que
passem ao usuário uma noção de o que ele vai encontrar no próximo “click”.Além de
encontrar o que procura, o usuário precisa também “encontrar-se”, ou melhor, localizar-se.
Botões como “voltar” ou “home”, servem como referência palpável aos usuários e criam uma
ambientação virtual,dando a eles mais segurança para explorar o site, pois cabe a eles saberem
onde se está e para onde ir.Para criar-se esta ambientação, é fundamental planejar a
navegação do site.
Alguns sites mais complexos apresentam uma série de possibilidades de caminhos principais
e muitos caminhos secundários que se cruzam. Nestes casos, é preciso projetar
cautelosamente a navegação, dando ao usuário mais de um caminho possível, mas cuidando
para que ele não comece por um caminho e acabe voltando por outro, desorientando-se.
Segundo Krug “Uma navegação bem pensada é uma das melhores oportunidades que um site
tem de causar uma boa impressão”. 3
Alguns elementos básicos de navegação já fazem parte do repertório dos usuários.Segundo
Krug são eles: identidade do site, seções, um caminho para a página principal, meios de
pesquisa. Considerar mais de uma forma de navegação é fundamental.Jakob Nielsen escreve
em um arquivo de seu website 4 a denominação de dois tipos de usuários:link-dominante (navegam através dos links e menus) e pesquisa-dominante(diretamente pela pesquisa de
conteúdo).Mas uma atenção especial é necessária a essa capacidade de busca. É comum encontrar em sites um local para fazer-se uma busca. No entanto, em alguns casos, quando solicitada a busca por determinada palavra-chave, o site oferece uma lista de outros sites que trazem aquele conteúdo. Se o usuário está navegando em uma página específica não faz sentido ele querer fazer essa busca em toda a rede. Sua busca quer saber onde, neste site, determinada informação pode ser encontrada.É um dos interessantes pontos que Nielsen
apresenta. 5 Segundo ele, o importante é manter uma lógica de navegação, fornecer ao usuário a possibilidade de construir caminhos mentais, visualizar o site conforme ele vai explorando os “portais”. Uma interface que antevê os caminhos em si traz para si um importante valor de auto-explicação, interligando o usuário diretamente com o conteúdo. Segundo o conceito de Donald Norman 6 , a interface torna-se invisível ao usuário uma vez que ela estabelece esta conexão.Até este ponto do projeto de um website é responsabilidade do designer garantir que, uma vez acessada a página, o usuário consiga encontrar o que procura.
O que acontece no mundo “real” (ou virtual, dependendo do ponto de vista) é que o site é,de
forma simplória,uma série de linhas de códigos,não um conteúdo fixo,como um livro. O
designer gráfico não terá dúvidas de que o produto final que um usuário lerá será exatamente
igual à cópia que ele tem.O que acontece nas páginas da Internet, na verdade, é que elas
existem de uma forma imaterial, em pequenos fragmentos a serem reproduzidas em outro
local.Neste caso, uma série de fatores técnicos influem diretamente na forma com que estas
informações serão representadas.
3. Fatores Técnicos
Estes talvez sejam os fatores mais conhecidos, e os mais problemáticos.Se são fatores que
tiram o sono de muitos programadores, que sufocos não passam os webdesigners.A começar,
para que o usuário consiga acessar determinado site ele precisa ter um computador, ou um
aparelho que permita a conexão com a rede.Apesar de ser óbvio, os problemas já começam
neste ponto, uma vez que o usuário pode dispor de qualquer equipamento, de qualquer
modelo, com qualquer sistema operacional, e qualquer versão.Outro detalhe fundamental, ele
dispõe de um monitor que pode ter qualquer definição e qualquer dimensão.
Assim, os fatores técnicos, na verdade, são todas as questões operacionais do sistema usuário-máquina que viabilizam a comunicação.São inúmeras as implicações técnicas envolvidas nesta questão, mas de uma forma geral, é possível organizá-las em itens a serem considerados no processo de desenvolvimento do website. São estes:1)o sistema Operacional, 2)o browser, 3)o monitor(ou display que permite visualização),4)elementos visuais(fontes, textos,comportamentos,etc) Apesar de todas as considerações, vale a pena!
É possível criar uma página simples, visualmente agradável, conceitualmente rica, com
conteúdo de alta qualidade e fácil de ser acessado. Ninguém nunca afirmou que criar uma
coisa simples é igualmente simples. Ao contrário, criar uma interface seguindo-se estas
considerações, visando uma melhor interação com o usuário, requer muito esforço, cuidado,
paciência, estudos, etc. O grande problema é que a máquina e o homem são seres de naturezas muito distintas, com estruturas de “pensamento” distintas, e se relacionam com os mesmos elementos de formas distintas. Enquanto a máquina entende uma relação binária, o homem estabelece uma série de relações, tem a capacidade de interpretação, tem a capacidade de raciocinar e tomar atitudes por conta própria. Ainda é muito recente a aplicação de conceitos de ergonomia e usabilidade em páginas web porque é muito complicado programar para pessoas. Mas, mais uma vez, não é o homem que tem que se adaptar à máquina, mas sim a máquina que deve se adequar às necessidades do homem.
Projetar para o homem é trabalhoso, mas é necessário repensar a forma com que tem sido
criado conteúdo na Internet. Esta é uma mídia que possibilita uma conexão simultânea entre
pessoas do mundo inteiro. Pessoas do mundo inteiro podem contribuir com conhecimento.
Em uma época em que a web 2.0 vem ganhando cada vem mais espaço, é impossível não
entender que é preciso projetar para o usuário. Logo mais, pode não haver distinção entre
quem produz e quem acessa. Cabe aos profissionais de hoje criarem uma geração de pessoas
que entendam a importância da praticidade de um site bem organizado e produzir materiais
com soluções inteligentes, criativas e funcionais.

Helvetica,mais que uma fonte

Todo designer quando está iniciando sua carreira como profissional,  adquiri um sentimento de “amor” por uma fonte específica, a Helvetica. Mas muitos gostam e usam essa fonte por pura influência dos mais experientes, ou simplesmente para parecerem que entendem muito de Design. Mas por que então é essa a fonte mais utilizada em projetos gráficos variados? Por que existe essa unanimidade em cima de um tipo? O post de hoje tratará sobre essa lenda tipográfica.
 
Criada em 1957 pelo designer Max Miedinger – que só sua história já daria outro post haha – a fonte foi feita originalmente para a tipografia suíça Haas'sche Schriftgieβerei (Haas Type Foundry). O nome Helvetica faz alusão ao nome em latim de seu país de origem (Confœderatio Helvetica – traduzindo, Suíça) que é derivado da palavra latina Helvetier, que por sua vez provém da antiga tribo celta dos Helvécios. Antes desse nome em que todos conhecemos, a fonte já foi chamada de Haas-Grotesk.
 Max Miedinger

Um dos motivos de ter sido tão difundida pelo mundo, foi pelo seu desenho limpo e de alta legibilidade, um dos pré-requisitos no desenvolvimento original do tipo. Mas foi na década de 1960 em que a Helvetica foi popularizada, sendo utilizada em qualquer tipo de aplicação, vindo de placas de trânsito a cartazes, de logotipos a materiais editoriais. Daí que surgiu a famosa frase “senão souber o que usar, use a Helvetica!”
Exemplos de uso da Helvetica


 Por mais irônico que seja, a Microsoft não utiliza a Arial em sua logotipia!rsrs

Em 1983, a Linotype lançou a Neue Helvetica, uma versão otimizada da original. Dentre alguns exemplos acima, outros usos conhecidos para a fonte são a da identidade visual dos metrôs de São Paulo e Nova York, além das marcas Toyota e skype.
Mas como falar da Helvetica sem contar também de sua prima feia, Arial?haha
Muitos designers afirmam que a Arial é uma cópia inferior da Helvetica, algo que não é totalmente sem fundamento, já que a mesma foi criada 25 anos depois, em 1982. Porém pesquisando mais sobre a história de ambas fontes, descobri que a Arial na verdade teve como inspiração a Akzidenz Grotesk, que por acaso é a mesma fonte em que a Helvetica foi inspirada.
 
***
 
Recentemente, foi feito um documentário desmistificando o que hoje pode ser considerada a fonte “mais conhecida do mundo”, com várias entrevistas com designers renomeados, mas não consegui achar para postar. Caso alguém tenha o link, poste nos comentários!=)

A prostituição do Design Contemporâneo

Tinha escrito esse artigo originalmente para o blog Tutoriais Designer(onde eu sou colunista), mas achei legal postar por aqui também, já que abrange um assunto muito interessante, a prostituição de nossa profissão.

Muitos de nós se já não tiveram,ainda terão clientes que os desvalorizem como profissional. Aquele que pedirá que você cobre mais barato para ele poder ver "se você é bom", e até os mais caras-de-pau, que oferecerão a "divulgação" do seu nome em troca de um job. Mas o pior é que esse tipo de cliente está cada vez mais comum,  tendo em vista que o número de profissionais desqualificados só cresce. São os famosos micreiros, ou sobrinhos,como prefirirem.

Navegando pela internet é a maneira mais bizarra de se encontrar tal prostituição, desde o LogoMaker (não é piada,inventaram um programa que substitui todo trabalho árduo que é a criação de uma marca) até esse tipo de proposta abaixo:

Ganhe dinheiro sugerindo logotipo e nome para loja

Boa noite para todos.
sou dono de uma rede de loja de informática, mais estou querendo abrir outra com outro nome.
estou pagando R$ 30,00 reais para o nome selecionado.
estou pagando R$ 60,00 reais para a logo selecionada.
sendo que para o nome que eu escolher para a loja estarei pagando a quantia de R$ 30,00 reais para o criador do nome, e R$ 60,00 para a logo
escolhida para a loja, sendo que você pode enviar só o nome da empresa
como também o nome e a logo.
para participar você deve enviar por e-mail.
1º o nome da loja ou a logo, (ou os dois).
2º seu nome e telefone para contato.
3º Assunto (loja de informática)
E-MAIL: masters_ff@hotmail.com
Resultado será informado aqui mesmo no fórum na data 28/01/2010
Boa sorte a todos.

O que eu mais acho interessante nesse email não é nem somente o preço pago (que convenhamos, não paga nem a conta de energia que você irá gastar) mas o diferencial do comércio: Loja de Informática. "Cada um tem o design que merece."

Outra proposta famosa que pega principalmente os designers iniciantes, é de você fazer um trabalho sem o compromentimento por parte do cliente, ou seja, se ele só paga pelo trabalho se você quiser. Eu mesmo já me enfiei em uma situação parecida, em que o cliente queria que eu fizesse uma arte e mandasse para ele ainda ver se queria me contratar. Uma dica: fuja!
Ofereça seu portfolio caso ele duvide de sua competência, mas evite trabalhar caso ele não assuma um compromisso.

Pois são essas atitudes que diferenciam um profissional de um micreiro, a da valorização de seu trabalho. Não estou falando pra você ir cobrando preços absurdos logo de cara, mas não se desvalorize! Porque se você o fizer, o único tipo de cliente que você irá atrair, é do estilo "LogoMaker".


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O que as cores tem a ver com um bom layout?

Entendendo que as ferramentas não garantem a qualidade de um projeto, e que nenhum software trabalha por si só, ou seja, não traz uma solução pronta, o designer deve transformar informação em comunicação. Assim, as cores são poderosas, pois podem causar um impacto fascinante ou um imenso desconforto ao visitante de um site.

É preciso identificar o público-alvo que um site deseja atingir para uma melhor utilização das cores, pois além delas ajudarem a compreensão e facilitar o entendimento das informações, é importante fazê-las transmitir sensações e emoções específicas. Mas calma, saber o que as cores proporcionam não é o suficiente, é preciso saber combiná-las.

Autor: Diogo Rodrigues
Fonte: Lado Design

Leia na íntegra.

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E a tal da ferramenta design...


Estava eu aqui fuçando no meu notebook do meu pai, e resolvi descobrir o que cada ferramenta do pacote Office da Microsoft faz (já que até hoje só conhecia o Word, Power point, Outlook e Excel :~D).
Me deparei com o Publisher, que na minha fértil imaginação, servia para atualizar blogs e afins (sem comentários rs). Mas para a minha surpresa, essa não era a função do programa, mas sim “criar layouts” para qualquer tipo de publicação, seja ela impressa ou digital. 
 “Com o novo Publisher, quem precisa de um designer?!”

Alguns serviços são até úteis, como a criação de currículos ou formulários, mas criação de anúncios, cartões de visita e até sites? Não é a toa que encontramos tantos micreiros por aí, com uma ferramenta maravilhosa dessas!
Agora a grande questão: até que ponto a “receita de bolo” vale a pena ser feita para aplicações comerciais? Se cada perfil de empresa e público é único, por que tratar sua imagem como algo padrão? É dizer simplesmente que seu negócio não tem uma personalidade, que é apenas “mais um na multidão”...
***
Ia ser ainda mais legal se o Publisher viesse com esse kit xD

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Nova identidade visual da Aol.

Aloha!

Existem duas formas de escrever esse artigo: analisando o design somente por si só; e contemplando suas razões e aspirações. O texto abordará esse projeto dos dois prismas.

Pra quem ainda não sabe, esse é a nova identidade visual da America OnLine, talvez a mais jurássica das companhias de internet. Após seu pioneirismo no serviço de internet no EUA, foi comprada pela TimeWarner, formando a maior empresa de entretenimento no mundo. Porém a gigante nunca andou bem das pernas, o que culminará na separação das duas empresas no dia 10 de dezembro. E para mostrar essa nova era, contrataram a Wolff Olins (aquela mesma do logo das Olimpíadas de 2012) para o projeto de redesign da identidade visual.

[...]

Autor: Daniel Campos

Fonte: LogoBR

Leia na íntegra

Redesign da marca do carrefour


Vi no LogoBR ;)

Aloha!

Um dos diferenciais que o LogoBR tem sobre outros blogs é que seus artigos são atemporais. Podem ser lidos tanto no momento que são publicados quanto meses depois. Por isso que ainda me sinto a vontade em lhes falar desse redesign que foi lançado há mais de 50 dias. Então, simbora!

logos_carrefour

Depois do Walmart e Pão de Açúcar, é a vez do carrefour.

Esse é o trabalho de redesign do logotipo da companhia, uma das maiores empresas de setor do mundo. Com mais de 15 mil lojas e inaugurando quase que 1 loja por dia, o Carrefour resolveu dar um tapa no logotipo criado em 1966 e inalterado até então. Gostei!

[...]


Autor: Daniel Campos

Leia na íntegra.

Magenta… e todas as outras cores da massa cinzenta



EM_spectrums

Acima você confere o espectro de luz visível, que pode ser entendido como ondas eletromagnéticas simplesmente variando em freqüência, da mais baixa à direita à mais alta na esquerda. Vá mais baixo e você adentra o infravermelho, o microondas e o rádio, vá mais acima e você avança sobre o ultravioleta, raios-X e raios gama.

Vemos o espectro de luz visível em todo lugar, e de forma especialmente bela nas cores do arco-íris. É comum pensar que deve conter todas as cores, tanto que a expressão “todas as cores do arco-íris” tem 12.300 resultados no Google, quase sempre referindo-se a todas as cores existentes.

magentacircle

Agora ache a cor magenta no espectro. Ela não está lá. Todas as cores no arco-íris não incluem o magenta. Como podemos enxergá-la? Seria uma freqüência mágica que não existe realmente? Flicts?[...]

Autor: Kentaro Mori

Fonte: 100nexo

Leia o artigo na íntegra.

O que está por trás dos logotipos dos bancos famosos


Na área do design, nada é feito aleatoriamente, tudo é funcional e tem um propósito, principalmente quando se trata de identidade visual e logotipo. Cada forma, vetor e cor tem por trás um significado que a marca quer expressar aos seus clientes. [...]

Fonte: Design Atento

Leia o artigo na íntegra.

Entrevista Alex Trochut

Alex Trochut foi um dos primeiros designers confirmados a participar do TMDG 2009. Ele nasceu em 1981 em Barcelona e estudou design gráfico e em 2007 já começou seu trabalho como freelancer e ilustrador.

Seu estilo vai claramente contra o “menos é mais” e seus projetos são sempre ricos em detalhes e um rebuscamento na medida certa. Seu trabalho tipográfico impressiona pelo aspecto quase palpável. Ele mesmo diz que é “movido pelo desejo de constantemente se desenvolver”.

Fonte: abcDesign

Leia a entrevista na íntegra.


Cannes - reconhecendo um compromisso
26/06/2009

Cannes é o mais reconhecido prêmio de propaganda do mundo, e está em sua 56° edição. Estranho pensar que a categoria de design foi apenas incluída em 2008, mas é a realidade.

O Brasil vem marcando forte presença na categoria. Este ano foram sete leões, quatro a mais que no ano passado. Os resultados estão sendo devidamente comemorados e realmente devem ser. Esses prêmios também representam o reconhecimento de um trabalho que vem almejando fortalecer o design brasileiro, não só em termos de qualidade, mas, especialmente, em termos de negócios.

O número de inscrições brasileiras em design no festival, por exemplo, foi o maior entre todos os países: 174. Esse número foi fruto de um investimento da Abedesign (Associação Brasileira de Empresas de Design) e da Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) de R$ 2 milhões, que estimulou e viabilizou muitas das incrições. Essa é apenas uma das muitas iniciativas dessas instituições que também organizam a Brazil Design Week, que esse ano acontece em São Paulo, e é um evento que visa aumentar o número de negócios em design.

Fonte: abcDesign

Leia o artigo na íntegra.

SOBRE TIPOGRAFIA: Ligaturas


Esta semana vou falar-vos sobre as ligaturas, uma fonte com um sabor sueco e apresentar-vos mais uma fonte gratuita! Boa leitura!

Ligaturas

Uma ligatura é uma carácter que representa duas ou mais letras. Apesar de inicialmente terem sido desenhados para tornar a escrita mais rápida, hoje em dia os tipógrafos continuam a desenhar estes caracteres por motivos estéticos e para substituir caracteres que entram em conflito quando colocados em posições adjacentes. Existem dois tipos de ligaturas, as normais e as decorativas (discretionary ligatures). Dentro da primeira categoria as ligaturas mais comuns estão associadas à letra f (fi, fl, ff, ffi, ffl) uma vez que o gancho desta mesma letra interfere muitas vezes com a pinta do i ou o traço ascendente da letra l.

Autor: Pedro Leal

Fonte: Notas Sobre Tipografia

Leia o artigo na íntegra.

Mas o que é branding,afinal?


Mas o que é branding,afinal?

O termo branding é mal compreendido e está sendo usado para explicar qualquer coisa. No entanto, atrair consumidores para a sua marca é o trabalho mais relevante que um profissional de marketing pode fazer.


De uns tempos para cá, em toda parte começou a aparecer o termo branding, a buzzword preferida dos marketeiros. Tudo é uma questão de branding, ações de marketing viraram ações de branding, as justificativas de se estourar o orçamento deste mês são, sem dúvida, um problema de branding, e até algumas agências de design viraram agências de branding.

[...]

Veja o artigo na íntegra

Autora: Monica Sabino

Fonte:Websinder

“Qualquer imbecil faz design”: design, designers e Frankensteins



Você conhece alguém que se meta a besta de criticar uma estrada, uma prótese ou um satélite de telecomunicações, a não ser que eles estejam evidentemente errados, colocando vidas em risco? Pode acreditar que não seja louco um engenheiro que mande emendar uma ponte pênsil a uma antena parabólica? Pois compare com músicas. Mesmo que não entendam nada de compassos ou harmonias, todos se sentem no direito de criticar uma trilha sonora, baseados exclusivamente em seu gosto pessoal. Com culinária ou layouts não é diferente.
[...]
Leia o artigo na íntegra

Autora:Luli Radfahrer
Fonte: Luli

Logotipo ou logomarca?


"Logomarca? Qual seria o sentido dessa genuína invenção brasileira? Logomarca quer dizer absolutamente nada."

No Brasil, de uns anos para cá, o termo logomarca passou a galvanizar o universo da identidade visual e muitos dos envolvidos em sua dinâmica. Nesses meios, logomarca passou a ser sinônimo de símbolo e de logotipo, designações que as primeiras gerações de designers aprenderam a usar e que ainda vale para qualquer país em que a atividade tenha atuação significativa.

Na verdade, logomarca é uma dessas criações tipicamente brasileiras que, assim como a compulsão para inventar nomes próprios, por exemplo, definiriam o brasileiro como um indivíduo imaginoso, pouco afeito à convenções. No entanto, convertamos a capacidade de inventar, por si só, não encerra mérito nenhum. Não se vai para o paraíso só porque se é inventivo. Mesmo porque, ao que tudo indica, o diabo sempre se mostrou extremamente engenhoso.

Mas, voltando à mania nacional de inventar nomes próprios, há quem veja nela inquestionável tendência poética ou mesmo propensão á rebeldia. Provavelmente não se trata nem de uma coisa nem de outra. Não somos um povo de índole guerreira. À parte algumas exceções sangrentas, impostas pela classe dominante Àqueles em que se habituou mandar, a nossa tem sido uma história de contemporizações. Quanto à veia poética, não parece que no Brasil ela seja mais vigorosa do que em qualquer outro país, só porque inventamos os desfiles de escola de samba. Dar ao filho o nome de Guiomar, do pai Otacílio e da mãe Maria; Augari, do pai Ariosto e da mãe Augusta; Auny do pai Nyvaldo e da mãe Áurea ou ainda destiná-lo a carregar pela vida afora achados engenhosos, como Odalina, anilado ao contrário, soa mais como manifestação de gosto duvidoso. Ou talvez traduza a necessidade de individualização, através do prenome, num país onde os sobrenomes de origem portuguesa são escassos e, porta nto, pouco distintivos. Seja como for, o uso intensivo que vem se fazendo da palavra logomarca parece se inserir nesse contexto de compulsão criativa a qualquer preço.

Logomarca, um erro

O design é uma profissão nova e por isso padrões ainda não existem ou estão sendo produzidos e difundidos. Não temos padrão para quase nada, desde salário até saber o que é e o que deixa de ser a profissão. Entre esses padrões que ainda não existem, está o padrão terminológico. Em profissões antigas os termos estão bem claros e não há dúvidas sobre eles, mas no nosso caso, sempre temos que estudar um termo novo para verificar se a utilização dele é correta ou não.

Muito utilizado principalmente por publicitários e marketeiros, este termo tem se difundido também entre os profissionais do design para se referir ao logotipo. Muita gente diz que está errado, outros dizem que está correto, alguns defendem o neologismo, outros afirmam que é uma aberração, mas só a pesquisa nos trará luz à questão.

Justamente por causa dessa falta de paradigmas alguns profissionais e professores utilizam e difundem termos que não são os melhores para determinados objetos. Um deles e talvez o mais polêmico seja o logotipo.

Vira e mexe temos a mesma discussão sobre esse termo, por isso eu penso que seja muito importante sermos bastante sérios a este respeito, para o bem e o crescimento dessa profissão. Então vamos analisar alguns termos e sua raiz etimológica para ver se estão corretos ou são só vícios de linguagem.

Logomarca como neologismo

Neologismo é a criação de um nome novo para alguma coisa, ou um novo significado para um nome velho. Para que a "logomarca" seja um neologismo, temos que admitir que é um termo novo ou que é um termo antigo que está sendo tomado por um novo significado. Sim, admito que "logomarca" é um termo novo, mas isso não significa que seja correto empregá-lo como sinônimo de logotipo. Qualquer palavra pode ser um termo novo para algum objeto, desde que o povo a utilize para este mesmo objeto ou sentido. Mas isso não significa que esteja correto. A menos que seja uma forma conotativa da palavra, o que não é o caso da logomarca, desde que este termo é utilizado para um único tipo de objeto e significado. Então, não podemos aceitar o termo logomarca simplesmente por ser um neologismo.

Sentido etimológico do termo

O termo logomarca é formado pela união de "Logo" e "Marca".

Logo, vem do grego Lógos. Significa palavra, uma narração ou pronunciamento, verbo, conceito, idéia. Mas não palavra como esta é falada ou escrita, mas o significado dela, ou seja, o conceito. Reforço ainda o conceito de Logos, dizendo que o termo "palavra" puro e simples no grego é Lexi.

Marca, vem do germânico Marka. Quando traduzimos do germânico, ou mesmo do português ou inglês para o latim temos o termo Signum, que traduz-se claramente para significado. E mesmo no português, e no uso moderno da palavra, marca significa tudo aquilo que uma empresa representa. Sendo assim, logomarca é um termo redundante: significado do significado. Assim vemos porque não podemos utilizar este termo para falar sobre um Logotipo.

Logotipo, um possível padrão

Nunca vi absolutamente ninguém dizer que este termo está errado. Mas mesmo assim, vamos analisá-lo para ter certeza disso. Esta palavra é formada pela união dos termos "Logo" e "Tipo". "Logo", como já foi explicado, significa o conceito, idéia ou significado de uma palavra.

Tipo, do grego týpos. Em inglês traduzimos para type, que para o português significa tipo, gênero; figura; sinal, símbolo; modelo, amostra, maquete. É aí que mora o perigo: é muito mais difícil estudar qualquer assunto em português do que em inglês porque temos muitos significados para uma mesma palavra. Tipo neste caso significa um sinal ou símbolo, uma figura, um desenho. Exemplo: as vogais como "a", são tipos (símbolos gráficos) dos sons que emitimos.

Para este mesmo termo, temos ainda dois outros correspondentes em grego. Se você procurar um bom léxico inglês-grego, e procurar o termo logotype (tudo junto, não um depois o outro) você vai ver que symplegma e logotypos têm o mesmo significado já explicado acima. Aliás, poderíamos mesmo adotar como um neologismo o termo "symplegma". Imagina só o seu diretor de arte dizendo: "hum, esta symplegma não está como o cliente pediu"!

Sendo assim logotipo é: o símbolo visível de um conceito. Este termo é perfeito para o que ele significa, pois é justamente o que fazemos. Temos uma empresa cliente que nos dá um conceito (logo) a trabalhar, e nós somos incumbidos a fazer um símbolo gráfico (tipo) para este conceito. Este tipo pode ser somente um desenho, sem nenhuma letra para se ler, ou somente as letras do nome da empresa, mas desenhadas de forma que mostrem o conceito. Ou pode ser um desenho e o nome da empresa, juntos, mostrando o símbolo gráfico de um conceito ou logotipo.

Sinal gráfico, uma alternativa coerente

Alguns mestres de programação visual e outros profissionais estão trazendo este novo termo, este sim um bom neologismo, para o meio. Sinal, do latim Signum, significa tudo que faz lembrar ou representar alguma coisa, ou seja, um significado ou conceito.

Gráfico, do grego Grafikos, significa alguma coisa colorida, pintada, desenhada, uma representação visual de algo. Seria um sinônimo de typos, porém com uma conotação de cor, colorido e menos de um símbolo gráfico, ainda que tendo sim este significado. Sendo assim, sinal gráfico significa também: o símbolo visível de um conceito.

Identidade visual, muito bom se usado corretamente

Este é outro termo utilizado por alguns designers, tem um significado bem claro e objetivo. Identidade é o conjunto de peculiaridades de uma pessoa, coisa ou empresa. Visual, o que se pode ver. O problema desse termo é que ele não enfoca o conceito, a idéia, a palavra. Mas significa, no ramo do design, as peculiaridades gráficas de uma empresa. Essas individualidades visuais são muito mais abrangentes que somente o logotipo, pois abrangem o site, os cartões de visita, os carros, uniformes, enfim, todo aparato visual de uma empresa.

O termo correto, sempre!

Como já disse, somos já membros de um corpo de profissionais que sofrem bastante com a confusão que a sociedade ainda faz conosco, por ser o design uma profissão nova. O mínimo que podemos fazer é ser coerentes ao falar de um dos mais importantes ramos de atividade do design que é a logotipia.


Ana Luiza Escorel - Em "O Efeito Multiplicador do Design" - Editora Senac,pág. 56
Gilberto Alves Jr. - http://www.designgrafico.art.br/pontod/mural/logomarca_erro.htm

 
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